Caro leitor,quero aproveitar este editorial para dizer quando conheci o gênero super-herói brasileiro e vim a me interessar por ele. Por volta de 1985, um colega do ginásio, me mostrou uma coletânea do Raio Negro, publicado pela editora Grafipar, publicada em 82.De início,achei antiquado o estilo do autor,escritor e desenhista, Gedeone Malagola, mas,depois que li,vi que eram republicações dos anos 60.Dai,aceitei melhor.Achei o Homem-Lua bem “nonsense” e o Hydroman sem graça e já não gostava de personagens brazucas com nomes norte-americanos.Mas gostei dos roteiros ingênuos do Gedeone, mas,que entretinham à sua época.
No mesmo período, lendo uma revista do Capitão América, vi uma carta e divulgação de Velta, do Emir Ribeiro.Uma super-heroína alta e sexy,poderosa,sem ser a Mulher-Hulk!Escrevi para o Emir,e semanas depois,recebi o fanzine Gigante e um pôster autografado de Velta!Na carta, Emir falava de outros personagens dele (Itabira,Nova e o Desconhecido Homem-de-Preto) e de mercado brasileiro e americano.Gostei da proposta,uma personagem que cobrava por seus serviços como heroína.Nesta linha,só conhecia o Luke Cage,da Marvel.
Com o tempo, tomei mais consciência que este gênero, ”super-herói” feito no Brasil, deveria mostrar nossa realidade, nossa forma de ver e não ser apenas uma cópia do que se fazia lá nos EUA.
Isso não quer dizer que não goste ou não consuma quadrinhos de outros países.Curto tebeo (Espanha),fumetti (Itália),historieta (Argentina),bande-desinné (França),Banda Desenhada Portugal), mangá (Japão)...e tb comics (EUA)!!!
Não sou um ufanista demagogo da HQ brasileira,mas,sei de sua importância e sei que podemos mostrar algo de qualidade.Tanto que exportamos profissionais pra EUA e Europa.Da mesma forma,eu também não sou um xiita que é contra as HQS dos EUA , que acha que os leitores Marvel e DC são um tipo de fã extremo de mente colonizada (embora existam muitos assim) .Pouquíssima coisa se salva hoje em dia destas editoras,que se revezam entre mortes-renascimentos,mega-sagas repetitivas à exaustão (mal acaba uma,começa outra).Mas, também existe material de qualidade no lamaçal.
Mas, estes já tem sua divulgação e mercado.Está mais que na hora de divulgar o material de qualidade feito aqui.Sem “brodagens”, onde um quadrinista elogia o outro,sem estar aberto à críticas.Não é só porque um material é feito aqui que será insento de críticas.
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